SACRIFICIOS PARTE II

CONFORME FALEI ANTERIORMENTE VAMOS DAR CONTINUIDADE AOS TEXTOS SOBRE SACRIFÍCIOS…

 

PARTE 2

E entre muitas e muitas passagens, até chegar ao sacrifício maior!

 

“Deus ofertou o seu único filho, para que todo que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna!”  E assim Deus sacrificou o seu filho para salvar a humanidade…. (o próprio filho ???)

 

A humanidade toda estava em risco devido às suas más ações (pecados, crimes, más ações que geraram “mau-karma”). Deus necessitava resgatar estas almas e, para isso, teria que fazer um sacrifício à altura de tamanho mal. Conclui-se portanto que até mesmo Deus respeita suas próprias leis; ELE criou a lei do karma e toda ação levará a uma reação invariavelmente, a não ser que seja realizado um sacrifício que ative então a LEI DA GRAÇA, que redime a pessoa de seu próprio mal. Mas para ativá-la, como sabemos, é necessário um sacrifício à altura do mal realizado.

 

Por isso Deus simplesmente não ANISTIOU a humanidade, necessitava não quebrar suas próprias leis, mas contornar situação tão trágica, já que as almas, segundo a mitologia Cristã, estavam já “entregues às mãos de Lúcifer”, com quem Deus está “jogando uma partida” em que o botim do jogo são todas as almas humanas e a regência do Universo por uma era inteira, segundo a mitologia judaico-cristã.

 

Tamanho mal (ou pecados, ou mau-karma, como queiram chamar) só poderia ser redimido com um sacrifício que pudesse carregar e purificar o peso de todos estes pecados; e somente um ser que conseguisse esta proeza e aceitasse receber a imolação de Deus pelo bem de todos. Para isto somente um ser divino, para suportá-lo. Assim Jesus nasceu com este propósito e foi necessário aceitar passar por todo o sacrifício pelo qual o “PAI” o criou e o mandou para este mundo! Necessitou passar por torturas, humilhações e todo o sacrifício de uma morte sangrada, até a última gota! Somente assim carregaria e redimiria todo o mal executado. A citação desta passagem é necessária para que se ilustre muito bem a necessidade do sacrifício para se conseguir a redenção, mesmo não sendo ela da cultura africana, para mostrar como esta lei é universal e está presente em todas as culturas, atravessando os milênios.

 

Podemos dar mais um exemplo, de outra cultura igualmente milenar – a Hindú.

 

No Ramayana, escritura que narra a vida e os feitos do avatar Rama, encarnação divina de Vishnu, “a segunda pessoa da trindade- (trimurti)”, filho e encarnação de Deus tem uma passagem em que Rama é assassinado traiçoeiramente pelo demônio Ravna. Vishnu (o espírito de Deus que estava nos céus e tudo assistiu, seu espírito ou ekejì no Vaikunta {plano celestial}) enviou então uma corsa ao bosque onde estava o corpo de Rama, e esta, quando viu o corpo de Rama morto ao solo, aceitou o seu holocausto para que Rama volta-se à vida e termina-se sua missão. E assim Rama volta à vida e se depara com o corpo da corsa ao seu lado, o que ele lhe rende suas homenagens e parte novamente à sua missão. Claramente outro sacrifício de vida em nome de um bem maior.

 

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