SACRIFICIOS PARTE III

PARTE III

 Há muitas outras formas de sacrifício, como vimos nos conceitos acima, ou a privação (como o jejum por exemplo); a renúncia (deixar de usar uma cor, deixar de adquirir um bem que lhe cabe, etc); a abnegação (desfazer-se de uma coisa que se está apegado, cumprir um trabalho ou obrigação apenas com o interesse do sacrifício, etc), assim como a imolação, o holocausto, entre outras várias formas, tendo sempre em comum o interesse na redenção ou favor divino à custa da dor, do desapego, da submissão ao poder divino.

 Ora, uma certa pergunta que normalmente não cala em nossas mentes : “- Se existem tantas outras formas de sacrifício, porque recorrer à esta, em que se sacrifica uma vida desta maneira?”  A resposta já está colocada acima: cada sacrifício é capaz de redimir um pecado, um mau-karma, o que seja e que, dependendo do mal, é necessário um sacrifício cada vez maior. Haja visto Cristo, que pediu ao PAI: “Afaste de mim este cálice!”, mas ao sentir a negativa do PAI, logo completou: “seja feita a Sua vontade e não a minha!”.

 Então agora outra pergunta: “Seria Deus tão cruel para escolher a bel prazer este tipo de sacrifício, podendo escolher outros, e ainda executá-lo desde os Céus com requintes de total impiedade e crueldade?” Acho que fica muito claro que não havia outro sacrifício para aquele mal, para consertar a deformidade da época. Nem toda a oração ou jejum do mundo – sacrifícios que Cristo executava a miúde poderiam corrigir esta situação. Ou será que faltava consciência da humanidade acerca de seus erros e necessidade reparação?

 Na Índia, com a chegada da Era de Kali, Saraswati aparece e apresenta o japamala (rosário oriental), instaurando a ordem do sacrifício pela recitação de mantras para acabar com o mal, a ordem desta era de Ferro, já que os conhecimentos dos antigos rituais e comunhão com Deus estariam esquecidos.

 Semelhante ao que a Virgem Maria, em suas aparições, também solicita: Rezem! Mas nenhuma das duas está se referindo ajoelhar-se 5 minutos e rezar uma dúzia de Pai-Nossos ou Ave-Marias, ou Hare Krisnhas, ou Namah Shivaias…. Mas rezar a cada dia milhares e milhares de vezes, como manda o sacrifício de orações, rezas e mantras antigos…. Existem até prescrições 100.000 mantras para Lakshimi, 500.000 para Durga… e assim vai…Sarawasti mesmo pede 100.000 mantras para conceder-lhe a Graça….Esta prescrição é para que consigamos gerar o sacrifício suficiente para corrigirmos uma situação, e mesmo assim, depende de que mal tentamos redimir.

 Junto com o mantra, obviamente, está implicado a concentração na divindade, a contrição, a devoção e a privação, pois tem que “sair” da vida para conseguir levar a cabo tantos mantras e sobretudo a perseverança e a fé, de levar até o final este sacrifício, assim como as promessas Cristãs…subir de joelhos uma escadaria sem fim…. E comprometer os joelhos e sua saúde, o esforço, a dor, a fé! E, novamente, dependendo de que mal, o tamanho do sacrifício cresce. Quantas escadarias são tão íngremes? Ou quantas vezes subí-las?

CONTINUA…….

 

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